Direitos Humanos GUARULHOS

Abertura do 4º Ciclo de Palestras de Direitos Humanos de Guarulhos recebe grande público

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Um público de 125 pessoas, formado por servidores, conselheiros tutelares, alunos de psicologia do Programa Faculdade Guarulhos e demais interessados participou nesta terça-feira (3) da abertura do 4º Ciclo de Palestras Políticas Públicas e Direitos Humanos, com o tema “Direitos das Crianças e Adolescentes: Somos Todos Responsáveis”, no auditório da Secretaria de Educação. Promovida pela Prefeitura de Guarulhos por meio da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), a iniciativa prossegue nas próximas terças-feiras (17 e 24), das 9h às 12h, no mesmo local.

“A situação da violência contra a criança e o adolescente infelizmente é uma questão não apenas da cidade, mas do país e de todo o mundo. No primeiro semestre de 2021 o Disque 100, da Ouvidoria Federal de Direitos Humanos, apurou 50.098 denúncias de violência, sendo 93% referente a crianças e adolescentes. Desses 93%, 81% se referem àqueles que sofriam violência física e psíquica no interior de seus lares. São dados deploráveis”, afirmou o secretário-adjunto de Direitos Humanos, Martinho Risso.

Segundo ele, é preciso trabalhar na implementação de uma política pública que seja interativa e atue em conjunto com todas as secretarias e demais segmentos da sociedade na formação de uma rede de assistência.

A psicóloga especialista em psicologia educacional, Sueli Mariana de Medeiros, que atua na Divisão de Diversidade e Inclusão Educacional da Secretaria de Educação, fez um breve resgate histórico sobre o projeto Guarulhos Cidade que Protege, criado em 2011. “Temos que ter um olhar mais ampliado, valorizando o trabalho que foi feito, mas dando passos mais à frente por meio da intersetorialidade”, disse Sueli.

Já a chefe da Divisão de Proteção Social Especial de Alta Complexidade de Guarulhos, a assistente social Márcia de Antonio Smerdel, discorreu sobre a coordenação da Comissão Intersetorial para Construção e Monitoramento do Programa de Atenção a Crianças e Adolescentes em Situação de Violência, criada em maio de 2021.

Desde então, de acordo com Márcia, já foram feitos avanços com a elaboração do processo de diagnóstico territorial de crianças e adolescentes, que está em fase de finalização. “Serão revistos os fluxos e protocolos de atendimento às crianças e adolescentes vítimas e testemunhas de violência. A ideia é criar um programa permanente de enfrentamento a essas violências que possibilitará o monitoramento dos casos, a prevenção e a promoção de cuidados integrais, evitando a revitimização da criança e do adolescente dentro da rede intersetorial”, disse a assistente social.

A coordenadora do Centro de Referência em Atendimento às Mulheres em Situação de Violência Doméstica – Casa das Rosas, Margaridas e Betes, a psicóloga Fernanda Coimbra dos Santos, ficou a cargo da mediação. “Faço parte da Comissão Intersetorial e é uma experiência rica. Pude aplicar muitos conhecimentos na rotina de trabalho de atendimento às mulheres nas Casas das Rosas, Margaridas e Betes, que são ligadas à Subsecretaria de Políticas para as Mulheres”, contou Fernanda.

Desde 2017 a Secretaria de Direitos Humanos promove o Ciclo de Palestras Políticas Públicas e Direitos Humanos, que visa a proporcionar reflexão e conhecimento sobre as políticas públicas de direitos humanos por meio de palestras e debates.

O evento contou ainda com a presença dos subsecretários de Acessibilidade e Inclusão, Gilberto Penido, da Juventude, Cesar Souza, e de Igualdade Racial, Anderson Guimarães.

Confira a programação

– Dia 17/5 (terça-feira) – das 9h às 12h – Tema: A Garantia de Direitos, Proteção Social e Atenção em Saúde de Crianças e Adolescentes Vítimas de Violência.

– Dia 24/5 (terça-feira) – das 9h às 12h – Tema: Um Olhar para Crianças e Adolescentes Migrantes e Refugiados.

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